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terça-feira, 3 de maio de 2011

José Rodrigues Miguéis

BIOGRAFIA
Nome: José Rodrigues Miguéis

Nascimento: 9-11-1901, Lisboa

Morte: 27-10-1980, Nova Iorque

 
 
 
Romancista, novelista, contista, dramaturgo, desenhador, cronista, licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, em 1924, e, como bolseiro da Junta de Educação Nacional, obteve uma pós-graduação em Ciências Pedagógicas, na Universidade de Bruxelas, em 1933. Ligado ao grupo literário da Seara Nova, colaborou em periódicos como Alma Nova, O Diabo e Revista de Portugal, e dirigiu, com Bento de Jesus Caraça, o semanário Globo, apreendido em 1932. Professor do ensino secundário e secretário da Liga Propulsora da Instrução, distinguiu-se pelos seus dons de orador, pedagogo, ideólogo. Em 1930, rompeu com a Seara Nova, depois da publicação de artigos onde defendia que os intelectuais têm o dever de passar das afirmações doutrinais à ação, cabendo-lhes, numa perspetiva marxista, um papel de condução e de comunhão com as massas populares organizadas, até ser atingido, por todos os meios, o fim da renovação nacional. Em 1932, publicou a sua obra de estreia, Páscoa Feliz, à qual foi atribuído o Prémio Casa da Imprensa, nitidamente impregnada pela grande admiração que nutria por Raul Brandão, nesses anos de definição literária e ideológica. Impedido de lecionar e de publicar em jornais portugueses, progressivamente coartado nas suas possibilidades de atuação, à medida que a ditadura instituída em 1926 afinava os seus instrumentos de repressão, expatriou-se nos Estados Unidos, não deixando contudo de colaborar com a imprensa portuguesa e espanhola e de revisitar Portugal. Nos Estados Unidos, foi editor assistente das Seleções do Reader's Digest, tradutor e professor universitário. Nomeado membro efetivo da Hispanic Society of America, correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, e agraciado, em 1979, com a Ordem Militar de Santiago de Espada, no grau de Grande Oficial. Na Bélgica, nos Estados Unidos, no Brasil, cenários do itinerário pessoal, a experiência do exílio impõe-se como uma das marcas da ficção de José Rodrigues Miguéis. Parte da sua obra encontra-se traduzida em inglês, italiano, alemão, polaco, checo e russo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Uma Vida D'Escrita - EÇA DE QUEIRÓS


CONTOS
 Singularidades de Uma Rapariga Loura
 Um Poeta Lírico
 No Moinho
 Civilização
 O Tesouro
 Frei Genebro
 Adão e Eva no Paraíso
 A Aia
 O Defunto
 José Matias
 A Perfeição
 O Suave Milagre
 Outro Amável Milagre

10ºC

sexta-feira, 4 de março de 2011

"O rapaz que tinha zero a matemática"


Luísa Ducla Soares
il. Raquel Leitão

O Vasco detesta Matemática e tem a certeza de que aprender esta disciplina é uma perda de tempo. Mesmo quando estraga o bolo de anos da Isabel, porque não sabe calcular o dobro das porções da receita, não se convence que a Matemática é necessária para tudo.

Esta obra de Luísa Ducla Soares suscitou um vivo debate entre os seus leitores e levou à produção de poemas sobre o interesse e a importância da Matemática.

terça-feira, 1 de março de 2011

Luísa Ducla Soares


Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa, em 1939, licenciou-se em Letras e exerceu
actividades de jornalista e tradutora, prestando actualmente serviços na Área da
Informação Bibliográfica da Biblioteca Nacional. Em 1972, publicou o seu primeiro livro, A
História da Papoila, e recusou o Grande Prémio de Literatura Infantil do Serviço Nacional
de Informação (SNI). Em 1986, recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian de Livros para
Crianças pelo livro Seis Histórias de Encantar e, em 1996, pela mesma instituição e pelo
conjunto da sua obra, o Grande Prémio de Literatura para Crianças.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vida D'escrita: Almeida Garrett


No século XIX e em boa parte do século XX, a obra literária de Garrett era geralmente tida como uma das mais geniais da língua, inferior apenas à de Camões. A crítica do século XX veio questionar esta apreciação, assinalando os aspectos mais fracos da produção garrettiana. No entanto, a sua obra conservará para sempre o seu lugar na história da literatura portuguesa, pelas inovações que ela trouxe e que abriram novos rumos aos autores que se lhe seguiram.
Garrett, até pelo acentuado individualismo que atravessa toda a sua obra, merece ser considerado o autor mais representativo do romantismo em Portugal.