quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Prémio Literário José Saramago 2011

O prémio foi entregue por Pilar del Río (à esq.), viúva do Nobel da Literatura

A brasileira Andréa del Fuego, 36 anos, é a vencedora do Prémio Literário José Saramago, no valor de 25 mil euros, com o romance "Os Malaquias", foi hoje anunciado na sede do Grupo BertrandCírculo, em Lisboa, pela presidente do júri, Guilhermina Gomes.
Esta é a sétima edição do galardão que distingue autores com obra editada em língua portuguesa, no último biénio, menores de 35 anos à data de publicação da obra.
O prémio foi atribuído por unaminidade e é entregue a Andréa del Fuego, pseudónimo de Andréa dos Santos, por Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago e viúva do Nobel da Literatura, que também integrou o júri.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/andrea-del-fuego-vence-premio-jose-saramago=f683185#ixzz1bsoLMx4H

Mês Internacional da Bibliotecas Escolares






A Cegonha e a Tartaruga

I
Era uma vez uma Cegonha,
Valente e aventureira.
Era uma vez uma Tartaruga,
Solitária e caseira.

II
Mau tempo se anunciou,
A Cegonha ansiosa fugiu.
Pelo caminho, nada a assustou.
No mar a tartaruga viu.

III
A Cegonha convencida pensava
Que só ela é que sabia.
Questionou a Tartaruga.
E a tudo esta respondia.
IV
A Cegonha já enervada
Lá voltou a perguntar.
Mas a Tartaruga sabichona
Continuava a acertar!

V
Cheia de más intenções
Perguntas difíceis colocava.
Deixando a Cegonha irritada
Pois a Tartaruga a todas acertava.

VI
“Cangurus, cucos e macacos.”
Calou-se a Cegonha descorçoada
Foi uma resposta seca,
Ela ficou de boca fechada.

VII
Era a vez de a Tartaruga perguntar.
A Cegonha queria lá saber!
Pois estava tão enraivecida.
A nada sabia responder!

VIII
Com perguntas e respostas,
A Cegonha ficou espantada.
Pois ao pé da tartaruga,
Não sabia quase nada.

IX
A Cegonha questionou
Donde viria tanto saber?
O que ela não sabia
É que também se aprende a ler!

X
Lá iam as duas a caminhar,
Uma pelo ar, outra pelo mar.
A Cegonha só pensava.
No que iria encontrar…

XI
Quando ao destino chegaram
A Tartaruga disse: “Anda ver!”
Foram até à Gruta Biblioteca,
Onde havia muitos livros p’ra aprender.

XII
O segredo da Tartaruga era afinal
Estantes compridas como ruas.
A cegonha viajava pelo mundo.
A Tartaruga caminhava pelas leituras.


Moral da fábula:

Não necessitas viajar,
Para conhecimento teres,
Basta, viajares com os livros,
Para um sábio seres!

Quadras elaboradas pelos alunos do 6º A, a partir da fábula A Cegonha e a Tartaruga de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011


O Barão - Trailer from Ante-Cinema on Vimeo.

Baseado no conto de Branquinho da Fonseca, “O Barão” conta a história de um inspector de escolar que tem de se deslocar a uma vila na província (Barroso), onde conhece o Barão, um cruzamento entre um ditador e um vampiro. Logo pelas legendas iniciais se percebe o estilo e as referências que Edgar Pera persegue aqui: o dos filmes B de terror, com contornos de fantasia e de crítica política.

Com um estilo exagerado e a aproximar-se mais do musical ou dos comics do que do terror, as aventuras do pobre inspector nas mãos do Barão estão cheias de referências históricas do cinema, com um toque de fantasia adicionados pelo próprio realizador. “O Barão” é um filme expressionista, com uma preocupação estilística visual e sonora que se reflecte até nas legendas em inglês que se vão espanhando pelo ecrã e reflectindo o tom do que é dito e gritado pelas personagens.
É um filme divertido, mas que arrisca a perder a força da crítica, no excesso de elementos estilísticos utilizados. Ainda assim, um filme “fácil” de um realizador que nem sempre o quer ser.
O Melhor: As referências cinematográficas e a crítica política.

O Pior: Está um pouco sobrecarregado de elementos de estilo, quer a nível de imagem, quer a nível de som.

A Base: É um filme divertido, mas que arrisca a perder a força da crítica, no excesso de elementos estilísticos utilizados. 6/10

João Miranda

Artigo retirado do site www.c7nema.net

segunda-feira, 17 de outubro de 2011


Pilar decifra o livro proibido de Saramago

Apesar de ser posto à venda hoje, o romance 'Claraboia', de José Saramago, foi dado como pronto pelo escritor na primeira semana de Janeiro de 1953. Durante 58 anos, o original andou de mão em mão, até que Saramago o recuperou e o guardou até à data da sua morte.

Não proibiu a sua publicação, apenas não desejou fazê-lo em vida. Entregue sob o pseudónimo de Honorato a uma editora, através de um amigo, ninguém lhe disse mais nada até que, décadas depois, já galardoado com o Nobel, o dactiloscrito foi achado. Contactado, o autor disse não à edição e exigiu a sua devolução.

In DN

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Escritaria 2011: Moçambique "contamina" Penafiel

Escritaria 2011: Moçambique "contamina" PenafielPenafiel vai receber o Festival de Literatura "Escritaria" nos dias 15 e 16 de Outubro. A edição deste ano é dedicada à presença da cultura lusófona em Moçambique, com especial destaque para a obra de Mia Couto.
A 4.º edição do Festival de Literatura "Escritaria", que vai decorrer em Penafiel nos dias 15 e 16 de Outubro vai ser falada em português com sotaque africano.
Mia Couto é o autor em destaque, homenageado em conferências, tertúlias de discussão literária e encenação de textos. O ponto alto do festival será, por isso mesmo, a conferência com o escritor e biólogo moçambicano. As ruas de Penafiel serão decoradas com post-its com frases do autor e até as montras das lojas estão recheadas de excertos da sua obra.

No entanto, o escritor moçambicano não será o único grande nome da lusofonia a estar presente em Penafiel. O artista plástico moçambicano Roberto Chichorro, o escritor angolano José Eduardo Agualusa e a professora universitária são tomense Inocência Mata, por exemplo, vão estar presentes para discutir a cultura lusófona.
Os nomes distintos das outras edições serão recordados. No dia 15 será lançada a biografia "Agustina Bessa Luís, Vida e Obra", de Mónica Baldaque, filha da escritora. Urbano Tavares Rodrigues e José Saramago vão ser, também, honrados através da leitura de textos sobre as suas obras.
Para além de literatura, também a gastronomia, o artesanato e a música estão presentes. Espectáculos de Rua e "Tasquinhas" com artes e sabores moçambicanos vão animar as artérias da cidade e a exibição de documentários irá servir para apresentar a cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Por António Gonçalves 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feira do Livro de Frankfurt



A Feira do Livro de Frankfurt 2011 abre hoje, quarta-feira, com 7384 expositores de 106 países e prepara-se para receber até domingo 280 mil visitantes.




"Qual o livro que levaríamos para uma ilha deserta?" é a pergunta que nos tem entretido durante séculos. Será que com os leitores de ebooks e a possibilidade de levarmos vários livros num ereader, em vez de um só para uma ilha deserta, acabou com este jogo? Foi assim que Gottfried Honnefelder, presidente da Associação de Editores e Livreiros Alemães inaugurou os discursos da cerimónia oficial da abertura da Feira do Livro de Frankfurt 2011 ao final da tarde desta terça-feira.

É uma pequena ilha com uma grande literatura, a Islândia, que este ano é o país convidado da maior feira do livro do mundo. O escritor islândes Arnaldur Indridason, autor de "A Voz" (ed. Porta Editora), subiu ao palco do auditório principal da feira para explicar que a literatura do país onde nasceu e vive é diversa e que o povo islandês tem orgulho na sua história. Ao longo do tempo a Islândia teve de lutar contra a natureza, sobreviver a tremores de terra e erupções vulcânicas mas assegura Indriadadson é um sítio óptimo para poetas viverem e propício à criação. Depois de tempos turbulentos, a melhor maneira de pisar em terra firme é usar a criatividade.
A Islândia continua hoje a escrever a sua História porque tem orgulho nela. Todas as nações, pequenas ou grandes, contribuíram de alguma forma para a construção do mundo. A Islândia deu ao mundo as sagas que inspiraram grandes escritores como Borges e Tolkien, lembrou. "Hoje, quando os livros viajam mais do que em qualquer outra altura, os nossos livros mostram a nossa tradição e provam que não tem fronteiras de qualquer espécie." Mas a literatura islandesa não é só tradição, a literatura mais recente prova que existe diversidade.
A escritora islandesa, Gudrun Eva Minervudóttir, que falou a seguir, também em representação do país onde por ano em média cada islandês compra oito livros por ano, falou no período conturbado por que passou o seu país com o crash dos bancos e lembrou que a literatura com a crise mostrou ser ainda mais importante pois é como um espelho que mostra tudo. Num país onde as pessoas estiveram sempre muito preocupados em sobreviver, os livros tornaram-se o único entretenimento porque a televisão era pobre. "Deixámos de estar isolados e isso foi bom porque o mundo é interessante. Os livros são feitos para entreter e também para sabermos mais, para nos dar conhecimento. Acredito que as histórias nos mostram um novo ângulo e nos ajudam a ter outros pontos de vista. O mundo da ficção não tem fronteiras", acrescentou.
Num momento em que a indústria editorial mundial em mudança, a Feira do Livro de Frankfurt quer continuar a ser o local onde se compram e vendem direitos da forma tradicional mas também o local onde os direitos digitais e os formatos multimédia aparecem nessa negociação. Uma feira onde se discutem a digitalização, as leis de direitos de autor e a pirataria que está a aumentar na Alemanha e que foi referida em todos os discursos feitos por alemães na cerimónia de abertura.
Juergen Boss, o director da Feira do Livro de Frankfurt, lembrou que os novos modos de distribuição e as novas formas de direito de autor pode trazer riscos mas também trazer desafios. "Gostaria que todos usassem esta feira para tirarem partido das discussões que aqui vai acontecer durante os próximos dias". A feira começa amanhã, quarta-feira, e fecha no domingo.
E Gottfried Honnefelder, o presidente da Associação de Editores e Livreiros Alemães voltou a subir ao palco e, fazendo o gesto de um martelo a bater na mesa, anunciou: "A Feira do Livro de Frankfurt 2011 está oficialmente aberta!"
Isabel Coutinho
in Público

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

iSteve

iSteve


Na Mente de Steve Jobs

Sinopse: Simultaneamente uma biografia e um guia sobre liderança e inovação, este livro vem traçar o perfil de Steve Jobs e dos resultados que alcançou. Nele poderá encontrar segredos e episódios relacionados com a origem dos produtos mais emblemáticos - como o iPod, o iTunes ou o iMac - e conhecer toda a história por detrás do fenómeno que aliou alta tecnologia, design e visão comercial e estratégica para alcançar o topo.

Editorial Presença

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Literatura 2011


Poeta Tomas Tranströmer, prémio Nobel da Literatura O sueco Tomas Tranströmer, 80 anos, autor de "Den stora gatan" (O Grande Enigma, 2004) foi distinguido hoje com o prémio Nobel da Literatura. O galardão foi anunciado hoje em Estocolmo às 12h (horário de Lisboa). O prémio tem o valor monetário de dez milhões de coroas suecas, cerca de 1,1 milhões de euros.
O prémio Nobel da Literatura 2011 é representante da poesia lírica, que não era premiada pela academia sueca desde 1996, ano em que foi eleita a poetisa polaca Wislawa Szymborska. A Academia sueca anunciou que Tranströmer merceu o galardão "porque, através das suas imagens condensadas e translúcidas, dá-nos um acesso fresco à realidade". Além da sua obra poética, tem-se destacado como tradutor.
A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca. Tomas Tranströmer, no entanto, não vai poder falar para agradecer. O poeta sofreu em 1990 um acidente vascular cerebral que o deixou em parte afásico e hemiplégico. Apesar disso, continuou a escrever. Desde então, publicou mais três obras, entre as quais "O Grande Enigma: 45 Haikus".
Poeta sueco mais traduzido no mundo

Nascido em Estocolmo a 15 de abril de 1931, foi psicólogo de profissão até 1990. Autor de cerca de 20 livros, lançou recentemente uma nova antologia. Em 1988, foi distinguido com o prémio Pilot , destinado a escritores "com obra literária notável na lingua sueca".
O poeta sueco mais traduzido em todo o mundo (em 30 línguas), Tranströmer começou a publicar poesia aos 23 anos e o seu primeiro livro intitulava-se "17 dikter" ("17 Poemas"). Em Portugal, Tomas Tranströmer está representado na coletânea "21 poetas suecos", editada pela Vega, em 1981.
Publicou cerca de 15 obras numa longa carreira dedicada à escrita e venceu numerosos prémios literários, como o Prémio Literário do Conselho Nórdico, em 1990.A maior parte da sua obra está escrita em verso livre, apesar de ter feito também experiências com linguagem métrica.
Tranströmer vive atualmente numa ilha, longe dos olhares do mundo.

Poeta cantou Lisboa

No livro "21 poetas suecos", publicado em 1981 pela editora Vega, uma obra organizada por Vasco Graça Moura e Ana Hatherly, surge o poema "Lisboa", onde o poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital portuguesa.
"No bairro de Alfama os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes/Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões/Acenavam através das grades/Gritavam que lhes tirassem o retrato", escreveu Tomas Tranströmer.
"Mas aqui´, disse o condutor e riu à socapa como se cortado ao meio/´aqui estão políticos'. Vi a fachada, a fachada, a fachada e lá no cimo um homem à janela/tinha um óculo e olhava para o mar", relata o laureado com o Nobel da Literatura 2011.
"Roupa branca no azul. Os muros quentes/As moscas liam cartas microscópicas/Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa/´será verdade ou só um sonho meu?´", finaliza o poeta sobre a cidade junto ao Tejo.
Uma passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtroemer, dedicando-lhe um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a "língua estranha".
Em 2010, a Academia sueca distinguiu o escritor de origem peruana Mário Vargas Llosa, autor de "Conversa n'A Catedral" e de "Guerra do Fim do Mundo". Os últimos galardoados, anteriores a Llosa, foram Herta Müller (2009), Jean-Marie Gustave Le Clézio (2008), Doris Lessing (2007), Orhan Pamuk (2006), Harold Pinter (2005), Elfriede Jelinek (2004) e John M. Coetze (2003).
O prémio Nobel da Literatura foi atribuído em 1998 a José Saramago.

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